A prisão

Lançado numa casa sem saída, ele temia o homem de mil faces.

Caminhava desde sempre, buscando a luz do dia. Mas não a encontrava em parte alguma. Sempre a sensação de estar passando pelo mesmo lugar. Sempre a mesma esquina. Sempre a mesma escuridão incerta.

E então, o homem surgia, armado sempre.

Lutavam, espantados um com o outro. Por fim, o homem morria com aquela face para ressurgir no dia seguinte, num outro ponto, numa outra escuridão, com face renovada e a mesma disposição assassina.

O Minotauro não tinha paz em sua prisão e o homem de mil faces era o seu demônio e seu castigo eterno.

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